Quando escrevo sinto a vida asfixiando a morte!



Marluce Freire Nascasbez


Charme? Caráter? Fosse o que fosse, ela tinha isso.


Virginia Woolf



domingo, 11 de julho de 2010

Sem inspiração

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O poeta,

Sem inspiração

Para escrever,

Compactua ao estro

A palavra que trava,

Que some ao ar

Ao vácuo infindo

Do ser humano

Sem alinho,

Sem alento,

Para pôr no papel

Uma palavrasentimento

Que exprima o seu desalinho,

Seu sopesar...

Quando a palavra cala,

Seu anseio mais profundo

Se guarda,

Se emaranha

Dentro do anjo poeta

E se esconde!

E simplesmente,

O poeta sem palavras,

Sem inspiração,

Não escreve!

Chora,

Agoniza,

Amargando a palavra

Que está presa

E não quer liberdade...

Mas, o poeta entende

Que a palavra

Emudece, talvez,

Sem inspiração!

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Marluce Freire Nascasbez
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12 comentários:

  1. Que lindo! A gente sempre correndo atrás das palavras e, algumas vezes, o que elas querem é somente a mudez, o silêncio, o escondido... mas a gente, sempre em ânsia...

    P.S.: obrigada pelas tuas palavras!

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  2. Que belo poema Marluce!
    Só fiquei pensando que vocês poetas, ainda que sem palavras e sem inspiração escrevem... e nos encantam! Nos provocam... traduzem o que sentimos... Estava lendo uma frase da Clarice que diz que 'há um livro em cada um de nós...' mas poucos conseguem escrevê-lo como vocês o fazem.
    Beijo grande e boa semana!

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  3. Marluce...
    Vendo seu perfil, me identifiquei muito com essa série de coisas antagônicas... Eu sou um pouco assim também, e isso é que nos possibita sermos metamorfoses ambulantes, como dizia o Raul.
    A sua beleza reside nessas multifacetas, um verdadeiro universo a ser desvendado, e que temos a oportunidade e o privilégio de descobri-lo, um pouco, em seus textos e poemas.
    Na verdade, a falta de inspiração não é a falta de idéias, mas sim o silêncio. E este, é a infinidade incontrolável de palavras...
    Seu espaço é lindo, e como vc disse, nele consigo ver um pouco da beleza da sua alma.
    Beijo grande.

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  4. Há momentos em que a palavra cala, a espera de inspiração, isto é o tormento do poeta.
    Beijos

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  5. Nossa Marluce! Passei por todo o processo que vc aí tão lindamente poetou.
    As cegas e mudas palavras vez em quando ainda me encontram.
    Ainda bem que elas tem à vc como intérprete para nos esclarecer o fato.Rsrsrs

    Bjs amiga querida.

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  6. Olá Marluce,
    fiquei feliz eu ver-te por lá.
    Serás sempre bem vinda!
    Beijo no coração

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  7. Não importa para onde vamos seguindo,
    entre nós sempre haverá a lembrança
    de um olhar, de um carinho,
    e da integridade de momentos sinceros.

    - Mario Quintana –

    Amor e paz na sua semana...Beijos mil !

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  8. Nos momentos em que faltam as palavras nos tornamos mais observadores e desse silêncio nascem as palavras.
    Beijo
    Denise

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  9. ela volta Marluce, ela sempre vai e volta...

    obrigada pela visita, um abraço afetuoso

    Cris

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  10. Que alegria receber sua visita Marluce!
    Seu blog é muito lindo e vc escreve lindamente tb.
    Bjs e volte sempre.

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  11. Certos sentimentos são mesmo indizíveis! Me admirou o seu modo de escrever! Envolve a gente na poesia.
    Parabéns. Te sigo!
    Beijos

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  12. Boa noite Marluce,
    a ausência de inspiração escrita com grande e intensa inspiração

    Muito lindo!

    Beijinhos,
    Ana Martins
    Ave Sem Asas

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