Quando escrevo sinto a vida asfixiando a morte!



Marluce Freire Nascasbez


Charme? Caráter? Fosse o que fosse, ela tinha isso.


Virginia Woolf



terça-feira, 26 de abril de 2011

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Do jardim, bebo a flor,
Sacio minha sede
No orvalho que há nela...



Marluce Freire Nascasbez



domingo, 24 de abril de 2011



Imagem da web

("Libeliando")
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O que me amargou a vida,
Coloquei mel,
 Lambuzei!

Se não adulçorou,
Não deu prá sentir ainda,
Pois sempre coloco mais mel!



Marluce Freire Nascasbez
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terça-feira, 19 de abril de 2011


                     

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Quem já ofereceu o corpo
Para caminho
A um besourinho, a uma lagarta,
Já provou de todos os caminhos invisíveis
Que só os homens de grandes olhos podem ver
E os poetas podem caminhar!


Marluce Freire Nascasbez

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Só poesia! / OrAÇÃO!

                                                               Só para ler!

                                                     ( Não está aberto a comentários!)




OrAÇÃO



Dobro sempre meus joelhos
Diante da imagem de Cristo Morto,
Cristo Crucificado!


E diante de tantas situações que crucificam
E matam novos “cristos”
Pelas mãos de tantos Herodes
Que negam e sonegam os direitos
Do cidadão!
Fico imobilizada, muda, cega, surda!
E não exijo de mim,
Sempre dos outros,
Que tenham uma posição político-social
Digna!


Sou indiferente à crucificação
De meus irmãos
E esqueço que diante de minha indiferença
Sofro também as devidas consequências...


E Ele disse:
Onde estiver um irmão sofrendo
Eu estou sofrendo nele!
Eu ainda seleciono o sofrimento e o sofrido
Em minha visão pequenez...


E,
Cravo meus joelhos no chão e choro...
Ergo meus olhos para Ti
Detenho-me a olhar o sofrimento
Estampado em Tua imagem,
Vejo Teu sangue derramado
Mas não consigo enxergar
O sangue que cai em lágrimas no rosto do meu irmão!
E de mãos atadas, nego a enxugá-las!


O que será isso Senhor?


Meu coração imita o gesso
Que Te faz corpo
Na imagem!?...

E me deixa tão incapaz
De sentir o fogo de Teu
Espírito em minha fé!
E resisto em curvar-me diante
Do pedido surdo
De socorro
Que ecoa do coração do oprimido...

Seguir Teu evangelho em ação
É estender minha mão em verdadeira oração
Tentando aquecer o coração do sofrido,
No mais singelo ato de solidariedade humana,
Não sonegar o direito do cidadão
Que em muitos instantes estão em minhas próprias mãos...

Peço sempre ao Santíssimo,
Ao Cristo Ressuscitado,
Suplico!
Ressuscita-me Senhor,
Que eu aprenda a verdadeira orAÇÃO!
Que se faz tão profunda,
Quando ajo não somente para consolar a dor do irmão...
E sim,
Para que ele não seja
Atingido pela flecha amarga da indiferença
E pela angústia causada
Pelo descaso dos irmãos
Que não veem no sofrimento alheio
A dor de Cristo, suas próprias dores...



Seja responsável
Pelo sim e pelo não,
Não crucifique novos “cristos”
Em quaisquer situações
De tuas ações diárias...
Essa já é uma verdadeira orAÇÂO ...


Marluce Freire Nascasbez
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quinta-feira, 14 de abril de 2011

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A tristeza hoje me sondou,
E disse baixinho, com ares de pena e  desdém indistintos:
__Assim, do jeito que tu andas,  tu só vais servir
De comida prá pardal!


Marluce Freire Nascasbez
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segunda-feira, 11 de abril de 2011

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Antecipei a primavera,
Pus flores na janela!


Ousei ser dona das estações!
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Marluce Freire Nascasbez
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sábado, 9 de abril de 2011

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Às vezes sinto-me uma borboleta
 Que não conheceu jardim algum...

E numa redoma de vidro, esvoaça uma flor de plástico!




Marluce Freire Nascasbez


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sutileza

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Agradecer a vida a Deus
É despedir-se desse instante, que já faz a vida menor,
Imitando uma pétala que cai da flor,
Sem deixar perceber o adeus
Do momento que finda,
Ela exala perfume
Depurando os segundos que encurtam sua vida
Celebrando o existir!



Marluce Freire  Nascasbez