Quando escrevo sinto a vida asfixiando a morte!



Marluce Freire Nascasbez


Charme? Caráter? Fosse o que fosse, ela tinha isso.


Virginia Woolf



terça-feira, 31 de maio de 2011

.
.


Não sei o que sabem as flores campestres sobre os caminhos que elas se destinam a enfeitá-los,

 ...tenazes...
 ...despretensiosas...


Não sei o que elas sabem deles mais do que eu,


Mas disponho-me, saber!


Marluce Freire Nascasbez
.
.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

.
.
.
Hoje eu preciso das palavras leves,
As sutis...

As que as mães balbuciam  
Aos seus recém-nascidos
Chamando-os prá vida!




 

Marluce Freire Nascasbez
.
.


domingo, 15 de maio de 2011

Móbile

.

.
.

.



Escrever é por onde eu saio de mim
É por onde me dou fugas!

 Parto,
 Volto,

Desvio-me,

Liberto-me,

Retiro,
Ponho,

Largo,
Agarro,

Faço,
Desfaço,

Atrevo-me,

Esqueço,
Lembro,

Perco,
Acho,



Desafio,

Tropeço,
Levanto,

Apareço,
Desapareço...



É por onde transito invisivelmente
Prá lá e prá cá

Ninguém percebe ninguém sabe
O que levo de mim prá onde vou
O que trago comigo de onde venho

Demudando minha alma
Que dá asas ao papel, pensado dar asas a si,
 Nem sabe, nem percebe que és tu (poeta) a asa do papel!


Marluce Freire Nascasbez
.

terça-feira, 10 de maio de 2011

.
.



O que a vida escondeu de mim,
Que não me deixou provar,
Guardará desejos secretos de me encontrar!
.
.

Marluce Freire Nascasbez
.
.



domingo, 1 de maio de 2011

Celebrando maio!

           .
.

.


.
.


.

       Chegaste, oh maio,
E a meu querer tu não és mês, és flor!

O mês de Maria,
Que assim o difere, o torna díspar,
O que o faz ser flor!

Desabrocha-se,
Asperges o mundo em perfume
Num manifesto de fé e presença santa de mãe!

.
Marluce Freire Nascasbez
.
.