Quando escrevo sinto a vida asfixiando a morte!



Marluce Freire Nascasbez


Charme? Caráter? Fosse o que fosse, ela tinha isso.


Virginia Woolf



quarta-feira, 30 de março de 2011

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Quando eu morrer,
Na falta de uma vela,
Pode acudir-me com uma caneta!
Para mim, ela possui o mesmo efeito da luz!




Marluce Freire Nascasbez
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terça-feira, 29 de março de 2011

Só poesia!

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                                        Só para dar meu adeus ao admirável cidadão, José Alencar


Admiro os resistentes,
os que fizeram do verbo “resistir” carne, suor, sangue,
e demonstraram sem espaventos
que é possível viver,
mas viver de pé,
mesmo nos piores momentos.

[Luis Sepúlveda]

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 Não tenho medo da morte. Não sei o que é a morte."

José Alencar
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"A vida é luta renhida,
que aos fracos abate,
e aos fortes,
só faz exaltar."

Gonçalves Dias ou José Alencar
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sexta-feira, 25 de março de 2011

Na gaveta


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.Salvador Dali
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Em minha gaveta



Há botões que nunca desabrocham...



Linhas inimagináveis!



Agulha(da)s que ferida... feri!




Fitas também, que envolveram presentes... já passados!



Alfinetes que me apontam a direção...



Zíper que às vezes aberto, muitas vezes, fechado...



Uma fita métrica bem surrada, com ela vou aprendendo a dimensão das coisas... das pessoas... (inclusive de mim...)



Tenho uma gaveta cheinha, uma porção de coisas...


Coisas que na faxina, para limpar a gaveta, esvaziá-la, para preenchê-la,
Há sempre





Uma teia desfeita,

E uma aranha morta!


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Marluce Freire Nascasbez
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quinta-feira, 24 de março de 2011




É outono,
E nem é nessa estação
(em)
Que eu te espero!
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Marluce Freire Nascasbez
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domingo, 20 de março de 2011



Enquanto escrevo um verso,
Uma folha nasce!





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                                                                  Outra morre,  
                                                           Começando o outono!


Imagem web
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Marluce Freire Nascasbez

domingo, 13 de março de 2011

Fotografia


Arquivo pessoal

Tenho em minhas mãos,
 Uma fotografia,
O meu retrato!
Que não mais me retrata...
O retrato de um ser
Que nem mais reconheço...
Que não me vejo,
Que não me enxergo nele!
Por mais que me olhe,
Por mais que me esforce,
Não me encontro nessa imagem,
Na fotografia!
Essa pessoa do retrato
É outra pessoa,
Não retrata mais quem sou!
Onde está essa pessoa
Que um dia eu fui?

Essa pessoa do retrato,
Não existe mais!
Aonde perambula,
Onde se entreteve
Essa que um dia eu fui,
Que cruzou os braços
Para ação do tempo
E deixou que ele transformasse-a
Em uma pessoa
Que essa fotografia
Não a retrata!  


             Marluce Freire Nascasbez