Quando escrevo sinto a vida asfixiando a morte!



Marluce Freire Nascasbez


Charme? Caráter? Fosse o que fosse, ela tinha isso.


Virginia Woolf




terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

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Átimo


A borboleta fecha as asas,
Ao abri-las,
Acorda o jardim!

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Marluce Freire Nascasbez
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sábado, 6 de fevereiro de 2010


Das prisões


Enclausura-se o homem
Em suas incalculáveis prisões
Construídas por ele mesmo!
Preso em cárcere
De seu próprio cunho
Terce-se uma camisa de força
Que o abraça impiedosamente...
Alimentado por ele
Seus próprios inimigos carnífices
Nutrem-se de suas fraquezas,
Proliferam seus algozes
E crescem com mimosas pompas
Todos seus inimigos por vós mesmos amanhado,
Para devorá-lo!

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Marluce Freire Nascasbez



terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

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Construção






Inquieta é minh’alma,
Em sua inquietude, insensata!

Debate-se em frenesi,
Arranhando-se aqui e ali

Fere-se,

Corta-se,

Sangra...

Cicatriza-se
Lapidando assim
O meu ser,
Construindo-me!






Marluce Freire Nascasbez
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Filha do sol





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Parida do ventre ressequido

Dessa terra

Sertaneja

Nasci

Pernambucana!


Das entranhas

Desse solo semi-árido
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Também brota flor!


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Marluce Freire Nascasbez

Foto: Elizangela Medeiros
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