Quando escrevo sinto a vida asfixiando a morte!



Marluce Freire Nascasbez


Charme? Caráter? Fosse o que fosse, ela tinha isso.


Virginia Woolf




quarta-feira, 24 de março de 2010



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Porta







Por trás da porta,


Tranco o mundo lá fora...











Marluce Freire Nascasbez
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Lembrança



Lembrança é assim,

Parece rosa desfalecida... indefesa...

Fingida de morta!


Mas em um toque,

Há perfume que exala adormecido das pétalas já vividas,

E um espinho morto que fere!




Marluce Freire Nascasbez
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Borboleta




Em tuas asas tão pequeninas


Voam tantos sonhos meus...

Mesmo que não permitas

Pego carona em ti,

Perambulo aqui e ali...

Vejo-te

E sinto-me tão igual a ti

Voando os pensamentos meus...

Tão leves, somem ao espaço junto a ti!

Outros nem tanto,

Não tem abrigo em ti!

Tens uma beleza ímpar,

Próxima à luz!

Tua fragilidade,

A parecença com a liberdade!

Tu voas aqui e ali

E depois,

Junto a mim!

Nesses versos,

Que te cabem!

És pequenina,

Fecha tuas asinhas!

Caberás

Aqui!

Ficas presa a mim,

Assim também, a liberdade,

Borboleta!

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Marluce Freire Nascasbez

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Ser poeta
É  pôr com sutileza

O sol,

A lua,

A rua,
E um grito de dor, no papel!
E dele ganhar o sustento,
O alento
Para sobreviver!

Marluce Freire Nascasbez
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