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"As produções de todas as artes são tipos de poesias e seus artesãos são todos poetas."
(Platão)
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Quando escrevo sinto a vida asfixiando a morte!
Marluce Freire Nascasbez
Charme? Caráter? Fosse o que fosse, ela tinha isso.
Virginia Woolf
domingo, 30 de agosto de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Invadida pela tristeza...
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
NAS TERRAS DA GENTE
Silvério Pessoa
Atravessei a ponte da Boa Vista
Lembrando das histórias do Holandês
Sentindo o cheiro doce da maré seca
Cantarolando sons do dia de Reis
Em cada prédio traços de uma cultura
Interior das nossas recordações
Mamãe contava / meu Pai contava
Tinha mula sem cabeça, pé de manga, malassombro
Lá debaixo do coité
De madrugada
Grito de porco sangrando, copo de cachaça fresca
Pro caboclo festejar
Sarapatel, carrapateira, mandioca, jenipapo
Milho verde e coco de catolé
Sou de Pernambuco sou
Das brenhas do interior
Estou por aqui, estou pra ser cantador
Sou de Pernambuco sou
Dos cafundó do mundo sou
Estou por aqui estou
Sou trabalhador
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Silvério Pessoa
Atravessei a ponte da Boa Vista
Lembrando das histórias do Holandês
Sentindo o cheiro doce da maré seca
Cantarolando sons do dia de Reis
Em cada prédio traços de uma cultura
Interior das nossas recordações
Mamãe contava / meu Pai contava
Tinha mula sem cabeça, pé de manga, malassombro
Lá debaixo do coité
De madrugada
Grito de porco sangrando, copo de cachaça fresca
Pro caboclo festejar
Sarapatel, carrapateira, mandioca, jenipapo
Milho verde e coco de catolé
Sou de Pernambuco sou
Das brenhas do interior
Estou por aqui, estou pra ser cantador
Sou de Pernambuco sou
Dos cafundó do mundo sou
Estou por aqui estou
Sou trabalhador
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
Meu coração é verde!
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Meu coração sertanejo
É verde!
Nada nesse mundo,
Ou quase nada
Vai conseguir ressecá-lo,
Vai fazê-lo perder o viço,
Pois num coração sertanejo
Habita um guerreiro
Munido de esperança,
Mesmo depois do inverno,
Em pleno verão,
No qual o sertanejo
Sofre com o estio,
O coração é verde!
Nos tempos de maior sofreguidão,
O chão fica tomado de corações secos
Levados ao céu em redemoinhos
É o coração sertanjo
Jogado em prece
Aos pés de Jesus!
Meu coração é verde
Nas sementes ressequidas
Sob a terra
Mesmo em forma
De semente
Não perde a fôrma de coração!
Meu coração é verde!
Marluce Freire Nascasbez + Foto
.http://www.overmundo.com.br/_usuarios/usuario_novo.php?apelido=marluce-freire-nascasbez
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Meu coração sertanejo
É verde!
Nada nesse mundo,
Ou quase nada
Vai conseguir ressecá-lo,
Vai fazê-lo perder o viço,
Pois num coração sertanejo
Habita um guerreiro
Munido de esperança,
Mesmo depois do inverno,
Em pleno verão,
No qual o sertanejo
Sofre com o estio,
O coração é verde!
Nos tempos de maior sofreguidão,
O chão fica tomado de corações secos
Levados ao céu em redemoinhos
É o coração sertanjo
Jogado em prece
Aos pés de Jesus!
Meu coração é verde
Nas sementes ressequidas
Sob a terra
Mesmo em forma
De semente
Não perde a fôrma de coração!
Meu coração é verde!
Marluce Freire Nascasbez + Foto
.http://www.overmundo.com.br/_usuarios/usuario_novo.php?apelido=marluce-freire-nascasbez
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
A lua é tão bela, lá pertinho da capela...
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Lá onde o sinal da cruz,
Lá onde “os vivas” a Jesus,
São tão cheios de tanta fé...
Lá à noitinha
A lua visita a capela
Lá a lua entra e reza
Lá a lua flui divindade
Ao conter-se em oração...
A lua é tão bela,
Lá pertinho da capela!
Marluce Freire Nascasbez
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Capela do Sítio Colônia / Carnaíba-PE
Em dias de Festa do Padroeiro Santo Antônio de Pádua
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Foto: José Mário Júnior
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domingo, 16 de agosto de 2009
No pífano!
sábado, 15 de agosto de 2009
Para os grandes amores...
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essa a vida que eu que eu quero,
querida
encostar na minha
a tua ferida
Paulo Leminski
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essa a vida que eu que eu quero,
querida
encostar na minha
a tua ferida
Paulo Leminski
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Já recebeu flores hoje?
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Aragem
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Que o sono de uma criança seja apenas interrompido pela voz de uma mãe...
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Foto: Elizangela Medeiros em Veredas, por Marluce
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Rosa de Hiroshima
Ney Matogrosso
Composição: Vinícius de Moraes / Gerson Conrad
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
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Que o sono de uma criança seja apenas interrompido pela voz de uma mãe...
Marluce Freire Nascasbez
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Rosa de Hiroshima
Ney Matogrosso
Composição: Vinícius de Moraes / Gerson Conrad
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
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Que o sono de uma criança seja apenas interrompido pela voz de uma mãe...
Marluce Freire Nascasbez
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009
A gente só conhece bem as coisas que cativou... Exupéry
domingo, 9 de agosto de 2009
Banda de Pífano Santo Antônio Carnaíba-PE / Sertão do Pajeú

Das cores do azul...
No meu sertão é assim,
Para ouvir o pifeiro tocar,
Até o azul cai do ceú...
Veste a camisa do pífano,
E se é para ficar mais perto do músico,
Até a serra,
Veste-se também de azul,
Nem se preocupa,
Nem liga
Se ficou tudo azul!
( "Par de jarro" )!
E o verde?
Secou...
No sertão falta uma banda!
E a banda de pífano,
Deixa o sertão quase inteiro...
A outra banda,
Quando chover, completo...
Marluce Freire Nascasbez
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Foto: Elizangela Medeiros em Veredas, por Marluce
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sábado, 8 de agosto de 2009
Se todos no mundo fossem iguais a você(s)

Se Todos Fossem Iguais A Você
Tom Jobim / Vinicius de Moraes
Vai tua vida
Teu caminho é de paz e amor
A tua vida
É uma linda canção de amor
Abre os teus braços e canta
A última esperança
A esperança divina
De amar em paz
Se todos fossem
Iguais a você
Que maravilha viver
Uma canção pelo ar
Uma mulher a cantar
Uma cidade a cantar, a sorrir, a cantar, a pedir
A beleza de amar
Como o sol, como a flor, como a luz
Amar sem mentir, nem sofrer
Existiria a verdade
Verdade que ninguém vê
Se todos fossem no mundo iguais a você
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Eu e a letra "I" Iolanda Dantas/ Viúva de Zé Dantas Compositor
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A Letra “i”(Luiz Gonzaga/ Zé Dantas) Zé Dantas é natural de Carnaíba-PE
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Vai cartinha fechada
Não deixa ninguém te abrir
Aquela casa caiada
Onde mora a letra i
(...)
Não deixa ninguém te abrir
Aquela casa caiada
Onde mora a letra i
(...)
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Iolanda Dantas em Veredas, por Marluce / Noite de autográfo do livro Baião de Dois/ Zé Dantas e Luiz Gonzaga em noite de festa em Carnaíba / Festa do Poeta ZéDantas
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Por um fio!
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Quem não fica
Por um fio,
Apreciando um céu desse
Hein passarinho?
Xô lágrima!
Deixe-me ver esse infinitoazul,
Pelos olhos do passarinho...
Marluce Freire Nascasbez
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Foto: Marlene em Veredas, por Marluce [by elcio w]Suiriri
http://www.flickr.com/photos/marlene1999/

Quem não fica
Por um fio,
Apreciando um céu desse
Hein passarinho?
Xô lágrima!
Deixe-me ver esse infinitoazul,
Pelos olhos do passarinho...
Marluce Freire Nascasbez
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Foto: Marlene em Veredas, por Marluce [by elcio w]Suiriri
http://www.flickr.com/photos/marlene1999/
A fita
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Rita punha ao cabelo
Uma fita vermelho-sangue
Enrubescia seus cabelos pretos
Afogueando sua aura,
Denunciando sua alma
De um mesmo tom!
Como era sedutora a Rita,
Talvez expunha
Na cor da fita
Que unia seus cabelos,
A cor de si!
E a fita que prendia
Os cabelos de Rita
Presa em minhas mãos...
Um vermelho-sangue
Desfalecido, amarelado, como tudo que vence os anos
E resiste!
Como tudo que teima em ter vida
Depois de tudo vivido
E ainda prende-se
Agarra-se em uma fita
E faz-me lembrar Rita
A fita em laço desfeito
Que desfiz dos cabelos de Rita
Fita-me
A mesma fita
Fita meus olhos, fita
Fita e verás onde está presa a fita de Rita
Que me fita
Com os mesmos olhos de Rita
Que têm marcas das mesmas marcas
Cravadas na fita...
Marluce Freire Nascasbez
Rita punha ao cabelo
Uma fita vermelho-sangue
Enrubescia seus cabelos pretos
Afogueando sua aura,
Denunciando sua alma
De um mesmo tom!
Como era sedutora a Rita,
Talvez expunha
Na cor da fita
Que unia seus cabelos,
A cor de si!
E a fita que prendia
Os cabelos de Rita
Presa em minhas mãos...
Um vermelho-sangue
Desfalecido, amarelado, como tudo que vence os anos
E resiste!
Como tudo que teima em ter vida
Depois de tudo vivido
E ainda prende-se
Agarra-se em uma fita
E faz-me lembrar Rita
A fita em laço desfeito
Que desfiz dos cabelos de Rita
Fita-me
A mesma fita
Fita meus olhos, fita
Fita e verás onde está presa a fita de Rita
Que me fita
Com os mesmos olhos de Rita
Que têm marcas das mesmas marcas
Cravadas na fita...
Marluce Freire Nascasbez
domingo, 2 de agosto de 2009
Aquecendo-nos...
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Sinto frio,
E aqueço-me
Em uma folha de papel!
Branca, pálida,
...perdeu a clorofila...
E me abraça com seus braços gélidos,
Também com frio...
Marluce Freire Nascasbez
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Sinto frio,
E aqueço-me
Em uma folha de papel!
Branca, pálida,
...perdeu a clorofila...
E me abraça com seus braços gélidos,
Também com frio...
Marluce Freire Nascasbez
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sábado, 1 de agosto de 2009
Quando se é jardim...

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Quando se é jardim
Uma (única) flor,
Faz a primavera...
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Marluce Freire Nascasbez
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Foto: Graça Vargas's em Veredas, por Marluce
http://www.flickr.com/photos/grace_flowers/
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