Quando escrevo sinto a vida asfixiando a morte!



Marluce Freire Nascasbez


Charme? Caráter? Fosse o que fosse, ela tinha isso.


Virginia Woolf




terça-feira, 6 de abril de 2010

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Se a rua,
A calçada,
Entrasse na casa de Lia,
Certamente compreenderia o porquê
Dela gostar tanto delas...

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Marluce Freire Nascasbez
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Marluce Freire Nascasbez
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segunda-feira, 5 de abril de 2010

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Quando o sol nunca se põe...
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O sertanejo anda solitário pelo sertão,
Põe seus olhos no sol
Que deposita seus raios melancólicos
No mato despido!
Entre o mato a seca brava castiga o sertão...
Seguido pelo eco de seus passos
Que são esmagados pelo vazio:

Um riacho sem água,

Uma árvore nua,

Um pássaro calado,

Um fruto morto,

Uma semente em pó, falecida sob o chão...

Um coração calejado, mas pulsa!
(Enigma da lei da subsistência)
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Entre o mato despido
O sol nunca se põe,
Cansado de amarelar as folhas da história
Das secas do meu sertão!






Marluce Freire Nascasbez
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Foto: Elisangela Medeiros
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Sendo ave




Quando ave,
 a minh’alma arrasta a asa
 pela liberdade,
 arrebatado  pelo voo
bate asas um eu
que escondo debaixo da asa,
 não por alvedrio...  ... talvez,  proteção
mas sendo ave,
alça voo asas mil
que mesmo atingidas pelas fagulhas de pólvoras,
não se intimida,
leva nas asas a pólvora,
o combustível que incendeia-me
quando  escrevo
sendo ave!
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Marluce Freire Nascasbez
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