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.Salvador Dali
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Em minha gaveta
Há botões que nunca desabrocham...
Linhas inimagináveis!
Agulha(da)s que ferida... feri!
Fitas também, que envolveram presentes... já passados!
Alfinetes que me apontam a direção...
Zíper que às vezes aberto, muitas vezes, fechado...
Uma fita métrica bem surrada, com ela vou aprendendo a dimensão das coisas... das pessoas... (inclusive de mim...)
Tenho uma gaveta cheinha, uma porção de coisas...
Coisas que na faxina, para limpar a gaveta, esvaziá-la, para preenchê-la,
Há sempre
Uma teia desfeita,
E uma aranha morta!
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Marluce Freire Nascasbez.
Em minha gaveta
Há botões que nunca desabrocham...
Linhas inimagináveis!
Agulha(da)s que ferida... feri!
Fitas também, que envolveram presentes... já passados!
Alfinetes que me apontam a direção...
Zíper que às vezes aberto, muitas vezes, fechado...
Uma fita métrica bem surrada, com ela vou aprendendo a dimensão das coisas... das pessoas... (inclusive de mim...)
Tenho uma gaveta cheinha, uma porção de coisas...
Coisas que na faxina, para limpar a gaveta, esvaziá-la, para preenchê-la,
Há sempre
Uma teia desfeita,
E uma aranha morta!
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Marluce Freire Nascasbez.
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