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Adormeço com a idéia tola de querer ser diferente do que sou, ou de que não sou como queria ser. E de que faço tudo ao contrário.
Anne Frank
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IDEIA "idéia" é do texto original.
Quando escrevo sinto a vida asfixiando a morte!
Marluce Freire Nascasbez
Charme? Caráter? Fosse o que fosse, ela tinha isso.
Virginia Woolf
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
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"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação, e tudo começa outra vez,
com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante
vai ser diferente"
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Carlos Drummond de Andrade
IDEIA idéia é do texto original!
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"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação, e tudo começa outra vez,
com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante
vai ser diferente"
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Carlos Drummond de Andrade
IDEIA idéia é do texto original!
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
A Rua Por Onde Passo
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Linney Jeanne Palma em Veredas, por Marluce
A rua por onde passo
todos os dias
já me conhece.
Sabe dos meus cacoetes
(às vezes cantarolo baixinho
em leve desatino)
sabe a cor
dos meus sapatos
(e onde eles me apertam)
tem a medida
dos meus passos
do peso
das minhas sacolas
e entende as razões
pelas quais
desfilo minha tristeza.
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Linney Jeanne Palma em Veredas, por Marluce
A rua por onde passo
todos os dias
já me conhece.
Sabe dos meus cacoetes
(às vezes cantarolo baixinho
em leve desatino)
sabe a cor
dos meus sapatos
(e onde eles me apertam)
tem a medida
dos meus passos
do peso
das minhas sacolas
e entende as razões
pelas quais
desfilo minha tristeza.
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domingo, 20 de dezembro de 2009
Na gaveta
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Em minha gaveta
Há botões que nunca desabrocham...
Linhas inimagináveis!
Agulha(da)s que ferida... feri
Fitas também, que envolveram presentes... já passados!
Alfinetes que me apontam a direção...
Zíper que às vezes aberto, muitas vezes, fechado...
Uma fita métrica bem surrada, com ela vou aprendendo a dimensão das coisas... das pessoas...
Tenho uma gaveta cheinha, uma porção de coisas...
Coisas que na faxina, para limpar a gaveta, esvaziá-la, para preenchê-la,
Há sempre
Uma teia desfeita,
E uma aranha morta!
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Marluce Freire Nascasbez
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Publicado no Recanto das Letras em 26/11/2009
Código do texto: T1946288
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Em minha gaveta
Há botões que nunca desabrocham...
Linhas inimagináveis!
Agulha(da)s que ferida... feri
Fitas também, que envolveram presentes... já passados!
Alfinetes que me apontam a direção...
Zíper que às vezes aberto, muitas vezes, fechado...
Uma fita métrica bem surrada, com ela vou aprendendo a dimensão das coisas... das pessoas...
Tenho uma gaveta cheinha, uma porção de coisas...
Coisas que na faxina, para limpar a gaveta, esvaziá-la, para preenchê-la,
Há sempre
Uma teia desfeita,
E uma aranha morta!
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Marluce Freire Nascasbez
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Publicado no Recanto das Letras em 26/11/2009
Código do texto: T1946288
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sábado, 12 de dezembro de 2009
Poesia prá mim...
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É um cajueiro florido, carregado de fulô!
É um matuto sentado à porta, dividindo o batente com seu cão de estimação
É um gato bebendo leite no pires!
É um lago bem cheinho de água barrenta, água nova, da chuva!
É uma fulô de maracujá em trepadeira, na cerca!
É uma galinha cacarejando no quintá, cheinha de pintinhos!
É Mimosa mugindo no curá!
É o caminho comprido da roça, florido das flores matutinhas...
É o pôr-do-sol por riba da cerca a espiar-me bem devagar,
Sem pressa de se pôr...
É os ói de Maria se encontrando com os meus, no mesmo oiá!
É o último aceno que se dá, lá no finá da estrada, "se encobrindo de vista",
Querendo ficar...
É o amor que se faz nos braços de quem se ama...
É a última pétala da flor que cai, encerrando a primavera!
É uma foto na parede lembrando quem já se foi...
Marluce Freire Nascasbez
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É um cajueiro florido, carregado de fulô!
É um matuto sentado à porta, dividindo o batente com seu cão de estimação
É um gato bebendo leite no pires!
É um lago bem cheinho de água barrenta, água nova, da chuva!
É uma fulô de maracujá em trepadeira, na cerca!
É uma galinha cacarejando no quintá, cheinha de pintinhos!
É Mimosa mugindo no curá!
É o caminho comprido da roça, florido das flores matutinhas...
É o pôr-do-sol por riba da cerca a espiar-me bem devagar,
Sem pressa de se pôr...
É os ói de Maria se encontrando com os meus, no mesmo oiá!
É o último aceno que se dá, lá no finá da estrada, "se encobrindo de vista",
Querendo ficar...
É o amor que se faz nos braços de quem se ama...
É a última pétala da flor que cai, encerrando a primavera!
É uma foto na parede lembrando quem já se foi...
Marluce Freire Nascasbez
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